A Revista Realejo participou, nesta semana, do 2º Encontro Nacional de Rádio e Ciência, promovido pela UFMG e pelo Ministério da Ciência e Tecnologia. O evento está sendo realizado na Reitoria da Universidade, campus Pampulha.
Enquanto o público transitava pelos diversos estandes de várias rádios do país, a Realejo, junto ao estande da Rádio UFMG Educativa (104,5 FM), esteve presente, mostrando-se também como uma boa estratégia para a divulgação científica.
O Encontro Nacional encerra-se hoje, às 17h.
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Realejo no 2º Encontro Nacional de Rádio e Ciência
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Projeto de Relações Públicas da Realejo ganha prêmio nacional em congresso de Comunicação
O projeto de relações públicas da UFMG, "Além do olhar: o diagnóstico de um público formado por pessoas com deficiência visual, diante da informação jornalística", foi o ganhador do XV Expocom Nacional (Exposição da Pesquisa Experimental em Comunicação), evento integrante do Intercom 2008 (XXXI Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação) na categoria de Relações Públicas, modalidade processo D1.1 - Pesquisa.
O trabalho, desenvolvido por Bruno de Moraes Castro e Mário Mendes Neto, pesquisou a situação e as expectativas dos deficientes visuais de Belo Horizonte tendo em vista a elaboração de um veiculo jornalístico especificamente orientado para este público. A pesquisa foi utilizada para elaboração da Revista Realejo que é voltada para deficientes visuais que ganhou o prêmio XIV Expocom Nacional na categoria Jornalismo, modalidade digital no ano passado. Ambos os trabalhos integram, hoje o projeto de Extensão "Realejo - o som da notícia".
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Brasil nas Paraolimpíadas
Brasil fecha o dia nos Jogos com melhor classificação da história
Do UOL Esporte
O Brasil já havia batido o recorde em número de medalhas e ouros em uma única edição dos Jogos Paraolímpicos. Porém, o bicampeonato conquistado pela equipe do futebol de 5 na final contra a China por 2 a 1 fez com que o país ultrapassasse a Espanha no quadro geral e terminasse a competição em Pequim na nona colocação.
Com a maior delegação de sua história paraolímpica, o Brasil levou 188 atletas esperando pelo recorde, e foi correspondido. Ao todo, foram 47 medalhas, com 16 de ouro, 14 de prata e 17 de bronze, superando as 33 de Atenas-2004, até então a melhor campanha brasileira nos Jogos. Na Grécia, o país conquistou 14 douradas, 12 de prata e sete de bronze, ficando em 14º lugar no quadro de medalhas.
Na China, a natação e o atletismo foram os carros-chefes da delegação verde-amarela, com 19 e 15 medalhas conquistadas, respectivamente. Nas piscinas, Daniel Dias levou sete individuais e mais duas com o revezamento, sendo o atleta que mais angariou medalhas nos Jogos de Pequim. André Brasil faturou cinco, quatro delas, de ouro. O esporte ainda viveu o drama de Clodoaldo Silva, que às vésperas da estréia, foi obrigado a realizar uma reclassificação funcional, e mudou de classe, da S4 para a S5.
Abalado e abaixo do mesmo desempenho na categoria em que sempre competiu, não teve medalhas individuais, mas se superou no revezamento. Ele ganhou uma prata e um bronze com as equipes dos 4 x 100 m medley e livre e afirmou serem muito mais especiais do que as que obteve em Atenas. Na Paraolimpíada de 2004, a natação ficou com 11 medalhas no total.
Já o atletismo terminou com uma medalha a menos do que na competição ocorrida na capital
grega, 15 contra 16. A prata ganha por Tito Sena ainda na noite desta terça-feira (horário brasileiro) na maratona classe T46 - para atletas amputados ou les autres (com má formação congênita), fez com que o país se aproximasse ainda mais do número de conquistas de Atenas-2004. Em Pequim, o grande nome foi Lucas Prado, que subiu ao lugar mais alto do pódio no Ninho de Pássaro nada mais do que três vezes, acabando com 100% de aproveitamento nas provas individuais.
Porém, esportes não muito tradicionais no Brasil fizeram história em Pequim. A bocha nacional estreou em uma competição paraolímpica e ganhou dois ouros e um bronze. A dupla formada por Dirceu Pinto e Eliseu Santos subiu ao lugar mais alto do pódio na China pela categoria BC4. Individualmente os atletas também fizeram bonito. Dirceu ganhou a medalha dourada competindo sozinho, e Eliseu a de bronze. Ele poderia ainda ter ficado com a prata, se os dois brasileiros não se encontrassem na semifinal da competição.
O tênis de mesa foi outro que levou uma medalha inédita, com a prata por equipes. Sem nunca ter alcançado ao menos a semifinal da modalidade, o Brasil, representado por Luiz Algacir e Welder Knaf, perdeu apenas para a França na decisão pelo ouro, após bater os favoritos chineses na fase anterior.
O judô, sempre forte no país, saiu de Pequim com cinco medalhas, uma a mais que nos Jogos de Atenas. Antônio Tenório, assim como em 2004, faturou o único ouro brasileiro, sagrando-se tetracampeão paraolímpico. A equitação, que nunca havia subido ao pódio da competição, ficou em Pequim com dois bronzes, ambos com o cavaleiro Marcos Alves, o Joca.
No quadro de medalhas, a China, assim como nos Jogos Olímpicos, liderou com novo recorde de 211 medalhas, sendo 89 de ouro. Na Grécia, há quatro anos, o país foi o vencedor com 141 no total. O Reino Unido se manteve na segunda posição, ultrapassando a marca das 100 medalhas, e viu os Estados Unidos subirem do posto de quarto colocado em Atenas, para o terceiro em Pequim.
O Canadá, terceiro em 2004 com 74 medalhas, caiu para o sétimo lugar na China, com apenas 50. O Brasil superou potências paraolímpicas como Espanha, Alemanha, França e Japão, deixando para trás os países que haviam ficado à sua frente em Atenas. Quem também deu um grande salto foi a África do Sul, do 13º, para o 6º lugar em Pequim, graças a nadadora Natalie Du Toit, maior medalhista de ouro do torneio, com cinco, e aos competidores do atletismo Hilton Langenhoven e Oscar Pistorius, com três medalhas douradas no total.
Cerimônia de encerramento
Na cerimônia que marcou o fim dos Jogos Paraolímpicos de Pequim, após 11 dias de disputas por 473 medalhas de ouro, fogos, danças, e o ritmo acelerado da cidade de Londres foram vistos pelos espectadores presentes no Ninho de Pássaro, estádio da abertura e do encerramento da competição chinesa.
Quem inaugurou a festa foram os atletas que deram, mais uma vez, um exemplo de superação e força de vontade. As delegações passaram pelo palco da festa, com seus destaques individuais carregando as flâmulas de seus países. Pelo Brasil, Daniel Dias, maior medalhista em Pequim, foi o porta-bandeira nacional. Na seqüência, a nadadora sul-africana Natalie du Toit, e o corredor Said Gomez, do Panamá, receberam o Prêmio Whang Youn Dai, entregue aos competidores que melhor representaram o espírito paraolímpico nos Jogos.
As arquibancadas, com em todos os dias de competições, repletas viram o discurso do presidente chinês, Hu Jintao, agradecendo a todos que fizeram dos Jogos em Pequim, o maior da história. Belas coreografias marcaram a cerimônia, com a formação de uma carta ao final, representando a Paraolimpíada que viria a seguir, a de Londres-2012. Após um pouco da tradição chinesa, a cultura inglesa invadiu o Ninho de Pássaro com guitarras e o tradicional ônibus de dois andares. Por fim, a pira paraolímpico teve sua chama apagada, encerrando de vez os Jogos de Pequim-2008.