quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Realejo 2 é sucesso no lançamento


A segunda edição da revista Realejo foi lançada na última segunda-feira, 26/08, durante a II Conferência Estadual da Pessoa com Deficiência, promovida pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese). Cerca de 150 exemplares da publicação foram distribuídos gratuitamente a pessoas com deficiência visual e representantes de instituições ligadas a esse público.
Nesta edição, Realejo discute como o turismo pela Estrada Real pode interferir na vida de moradores do interior de Minas Gerais, mostra como foi a preparação dos atletas para as Olimpíadas e Paraolimpíadas de Pequim e faz uma passagem sobre a vida de fé, silêncio e oração das freiras que optaram pela clausura. Temas como os dezoito anos do Estatuto da Criança e do Adolescente, consumo consciente e as dificuldades de lidar com o lixo eletrônico também estão presentes neste número da publicação.
A II Conferência Estadual da Pessoa com Deficiência reuniu mais de 400 pessoas, que discutiram temas como acessibilidade, saúde, educação, cultura, assistência social e inclusão no mercado de trabalho. Durante o evento, foram eleitos os delegados que representarão o estado de Minas Gerais na II Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, prevista para dezembro deste ano, em Brasília.

Realejo chamou a atenção do público pela maneira inovadora de divulgar informação a pessoas cegas e de baixa visão. Para o membro do Instituto de Cegos do Brasil Central, de Uberaba (MG), Flávio de Morais, “muitas vezes, é difícil para a pessoa com deficiência visual fazer a leitura Braille, por isso o áudio é muito significativo para quem não enxerga”. O modo como o som é trabalhado em Realejo também foi um ponto destacado pelo público, como é o caso do presidente da Organização Não Governamental Inclusão Social, de Betim (MG), José Humberto Soares. “Eu gosto muito de ouvi-la. Do jeito que a revista é produzida, a informação ganha mais vida”, enalteceu.

Paralelamente a distribuição de Realejo, foi realizado um cadastro do público que teve acesso a revista. O objetivo é estabelecer um contato posterior com os ouvintes a fim de conhecer suas sugestões, críticas e considerações a respeito da publicação.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Lançamento da Revista Realejo - nº 2



Atenção, pessoas:

A Revista Realejo nº 2 será lançada nesta terça-feira, dia 26 de agosto, às 9h, dentro das programações da II Conferência Estadual da Pessoa com Deficiência, promovida pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese). O evento será no Hotel Fazenda Tauá - BR 381, sentido Belo Horizonte - João Monlevade. Segue o release do lançamento.


Projeto da UFMG lança segundo número de revista para cegos

A revista Realejo, publicação em áudio voltada a pessoas com deficiência visual, terá sua segunda edição lançada na próxima terça-feira (26/08) durante a II Conferência Estadual da Pessoa com Deficiência, promovida pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese).

Neste exemplar, Realejo discute como o turismo pela Estrada Real pode interferir na vida de moradores do interior de Minas Gerais, mostra como foi a preparação dos atletas para as Olimpíadas e Paraolimpíadas de Pequim e faz uma passagem sobre a vida de fé, silêncio e oração das freiras que optaram pela clausura. A segunda edição de Realejo traz ainda uma entrevista com a escritora Elizete Lisboa, que trabalha com literatura infanto-juvenil para crianças cegas e videntes, além das análises da médica Márcia Mendonça e do antropólogo Rogério do Pateo sobre as pesquisas com células-tronco e a questão indígena no Brasil, respectivamente. Temas como os dezoito anos do Estatuto da Criança e do Adolescente, consumo consciente e as dificuldades de lidar com o lixo eletrônico também estão presentes na publicação.

A revista Realejo surgiu em 2006 como uma alternativa de fonte de informação para as pessoas com deficiência visual. Composta de reportagens, crônicas, notas e entrevistas, a publicação usa o áudio para construir uma narrativa própria e procura contemplar da melhor forma possível a realidade desse público. No ano passado o projeto recebeu o prêmio de melhor trabalho jornalístico na modalidade Revista Digital na Exposição da Pesquisa Experimental em Comunicação Nacional (Expocom Nacional), já sendo anteriormente a vencedora da etapa regional do evento.

A revista faz parte do projeto de extensão Realejo, o som da notícia, da Universidade Federal de Minas Gerais e tem como parceiros a Coordenadoria Especial de Apoio e Assistência à Pessoa com Deficiência (CAADE-MG), o Centro de Apoio Pedagógico à Pessoa com Deficiência (CAP-BH) e o Núcleo Apoio à Inclusão (NAI) da PUC Minas. A publicação conta ainda com o apoio institucional da Pró-reitoria de Extensão da UFMG e da Fundação de Desenvolvimento à Pesquisa (Fundep).

A II Conferência Estadual da Pessoa com Deficiência ocorre no Hotel Fazenda Tauá, rodovia 381, sentido Belo Horizonte – Vitória, Caeté/MG

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Vida guiada pelos sons

Sem visão desde a infância, artista cultivou sensibilidade auditiva que o tornou músico de vários instrumentos. Hoje maestro e professor, ele compartilha seu dom

Por Luciane Evans

Jornal Estado de Minas - 16 de agosto de 2008
foto: Beto Novaes/EM/D.A Press

Diz a sabedoria popular que quem canta seus males espanta. Seja no chuveiro, em uma roda de amigos, dirigindo ou até mesmo em cima dos palcos, a música alimenta a alma. Ivan Gomes, de 33 anos, que o diga. Maestro do Coral São Rafael, de Belo Horizonte, Ivan é daqueles músicos que não se encontram facilmente por aí. Além de reger, ele toca flauta, piano, órgão, violão, acordeão, cavaquinho, saxofone e, segundo ele, se arrisca na percussão. Um profissional completo que, além de ter afinidade com instrumentos musicais, arranca elogios pela voz que tem. O segredo, de acordo com ele, é a paixão, a vontade e o prazer em ouvir e cantar. A sintonia com os sons começou cedo. Aos 5 anos, Ivan perdeu a visão. Desde então, o que escutava passou a lhe chamar mais a atenção.

"Quando menino, sempre que ia às manifestações de congado, ficava atento. Quando a música parava, eu corria até os instrumentos e tentava tocá-los e ouvir o que eles tinham para me dizer", conta. O destino estava traçado. Ao perder a visão, o garoto que se tornaria maestro começou a se interessar ainda mais pelos sons e resolveu entrar para o coral de sua cidade, Sete Lagoas, na Região Central de Minas Gerais. "Aos 5 anos, eu não enxergava mais nada. Tive reação alérgica a um antibiótico, perdi dentes, cabelos e a visão. Nesta situação, comecei a perceber mais o que estava ao meu redor. E aos 10 anos, entrei para o canto de Sete Lagoas", lembra. Naquela idade, ele já tocava cavaquinho, saxofone, piano, teclado e vários outros instrumentos. "As pessoas chamam isso de dom, mas, para mim, é persistência e muita força de vontade."

Com a vida regida pelos sons, Ivan veio para capital nos anos 1980 para estudar na Escola Estadual São Rafael, também conhecida como Instituto São Rafael, no Barro Preto. Criada em 1925, a instituição é dedicada a portadores de deficiência. "É um lugar em que aprendo muito com amigos e companheiros em sintonias", diverte-se. Não se sabe ao certo se foi Ivan que encontrou a música ou ela que o achou. "Só não sei viver sem ela", diz, com muita firmeza.

E essa história de amor entre as harmonias e o músico não ficou restrita ao cantar e tocar. Ivan, que já foi coralista, dá aulas de educação musical e teoria de musicografia. Há dois anos, é maestro do coral de ex-alunos e crianças do São Rafael. "A maioria é deficiente visual, mas temos estudantes portadores de deficiência mental", diz. Com as partituras em braille, ele rege os corais estalando os dedos, sussurrando ou batendo o pé. "É muita concentração, tanto minha quanto deles. Muitas vezes faço gestos, e as pessoas se intrigam com isso, mas na verdade é uma forma de me acostumar com essa maneira, caso um dia trabalhe com coralistas sem deficiência. Quem sabe em uma orquestra?", imagina, apostando no futuro.

Casado e pai de dois filhos - Gabriel, de 11 anos , e Isabela, de 6 -, Ivan confessa que depois da família, sua profissão é primordial. "É a musica que me faz viajar sem sair do lugar. É só escutar que o pensamento vai longe. Ela é tudo para mim, mexe com o meu lado emocional e desenvolve meu raciocínio. Todos deveriam alimentar essa paixão, para espantar os males. Mas muitos arranjam desculpas como idade, tempo, preguiça. Não é preciso trabalhar como músico; é só ser um ouvinte, que a alma agradece", aconselha.

PREFERÊNCiAS - "Voa, voa que eu chego já", diz a parte da música que fala mais alto ao coração de Ivan. Composta por Kleiton e Kledir, Vira Virou é a canção que o maestro mais gosta de cantar e ouvir. "Tem suavidade e transmite paz. O ritmo me leva para longe", revela.

A partir de hoje [16], ele se apresenta, ao lado de inúmeros outros músicos, em shows espalhados por BH e outras cidades (veja quadro), no 6º Festival Internacional de Corais, que homenageará a Bossa Nova. Ao seu toque, os coralistas cantarão Luz Viva, de Flávio Venturini. "Temos um repertório lindo, mas esta mexe com o íntimo de quem toca ou escuta. É fantástica", garante, para concluir que a alegria da vida está nos sons. "É com eles que nos sentimos vivos", define.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Conferência em defesa dos direitos para pessoas com deficiência será agora em agosto

A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social, Sedese, por meio da Subsecretaria de Direitos Humanos e do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência, Conped, promove a II Conferência de Minas Gerais dos Direitos da Pessoa com Deficiência. O encontro, que acontece nos dias 25 e 26 de agosto de 2008, tem como tema: “Inclusão, Participação e Desenvolvimento: um novo jeito de avançar”.

Com o objetivo de analisar as políticas de integração de pessoa com deficiência nos âmbitos estadual e nacional, a Conferência busca identificar os avanços e os obstáculos enfrentados pelas pessoas com deficiência, além de apresentar suas demandas prioritárias.

A discussão irá abordar os seguintes eixos:
I – Saúde: acesso, prevenção e promoção;
II – Educação Inclusiva;
III – Inclusão da Pessoa com Deficiência no Mercado de Trabalho
IV – Acesso à Cultura;
V – Assistência Social: acesso e promoção


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