Reportagem do MGTV 1ª Edição mostra o trabalho da revista. Sábado, 25 de outubro de 2008.
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Realejo na mídia
Circuito Cultural Praça da Liberdade
Mais do que um espaço para o lazer, um local de acesso à cultura. Será esse o destino da Praça da Liberdade? Pelo menos é o que promete o Circuito Cultural da Praça da Liberdade, projeto do Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais, em parceria com a iniciativa privada. O objetivo é reformar os prédios da praça, hoje utilizados por unidades administrativas do Governo do Estado, para abrigar, mediante convênios e permissão de uso por 21 anos, o Centro Cultural Banco do Brasil, o Centro de Indústria e Arte Contemporânea da Fiemg, a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e o Circuito Cultural Vale do Rio Doce, entre outros.
A propaganda oficial tenta, a todo o tempo, passar a imagem de que o projeto vai gerar acesso a bens culturais para a sociedade de maneira ampla, mas omite problemas e polêmicas cruciais que cercam a iniciativa. Tomemos o site oficial, por exemplo. Recursos visuais, imagens e slogans chamativos, acompanhados de informações vagas e gerais. Tudo bem, não esperaríamos que polêmicas pudessem aparecer em um site oficial. Mas a situação é crítica quando somada ao já conhecido domínio do governo atual sobre a mídia, que dificulta a livre circulação de mais informações sobre o projeto.
Neste post inicial sobre o assunto, destaco a dificuldade em se conseguir informações um pouco mais aprofundadas sobre a questão. A secretaria de Estado de Cultura se recusa a fornecer informações como a existência ou não de pesquisas sobre a demanda cultural de BH que sustentem o projeto.
Aponto então, alguns pontos a se pensar e a serem explorados nas próximas entradas neste blog:
- É justificável que mecanismos de acesso à cultura sejam concentrados e centralizados em uma região nobre e já valorizada da cidade?
- A dinâmica da região (trânsito, equipamentos como lanchonetes, estacionamentos e caixas eletrônicos etc.), é suficiente para a demanda que o espaço pode vir a apresentar? A região comporta melhorias? O projeto prevê tais melhorais?
- Existe o receio de que a reforma nos prédios descaracterize o interior de edifícios de inestimável valor histórico e arquitetônico. As normas de tombamento estão sendo respeitadas?
- Qual o destino do Centro de Referência do Professor (CRP)? O centro funcionava dentro da Secretaria da Educação, foi desativado para as obras e ainda não tem outra sede.
- As parcerias com a iniciativa privada podem gerar distorções e gerar um centro de venda e não de acesso à cultura?
Será que essas perguntas serão respondidas?
Até a próxima!
Por Laryssa Mariano
sábado, 25 de outubro de 2008
Filosofia para surdos
A partir do ano que vem, a Filosofia será obrigatória nos três anos do Ensino Médio de todo o Brasil. Dentro desse contexto, surge a preocupação de como será a inclusão de pessoas surdas aos conceitos abstratos da disciplina. Regulamentada como Língua em 2002 objetivando a inclusão social da pessoa com deficiência auditiva, a Linguagem Brasileira de Sinais (LIBRAS) ainda apresenta lacunas quando se trata de sinais para o vocabulário filosófico.
Pensando nisso, a estudante de Filosofia da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), Terezinha da Costa Rocha, 24 anos, elaborou o projeto Dicionário Temático da Língua Brasileira de Sinais: A Criação de Sinais Específicos da Filosofia, premiado com o primeiro lugar do Prêmio Jovem Cientista – categoria Estudante do Ensino Superior. Intérprete de LIBRAS, a Jovem Cientista percebia, no seu dia-a-dia, a dificuldade de transmissão de algumas idéias e teorias filosóficas para os alunos surdos.
Para tentar diminuir essa dificuldade, a futura filósofa elaborou um glossário virtual de mecanismo simples, baseado em um sistema de CD-ROM para computadores. “Após a pessoa colocar o CD, ela aciona a opção “Iniciar” e uma tela interna com uma caixa de busca é aberta. Ao clicar na palavra desejada, o programa mostra uma representação filmada do sinal com o movimento filmado, e abaixo aparece o significado na Língua Portuguesa e o exemplo de aplicação dentro de uma frase”, explica Terezinha.A formatação do dicionário foi realizada a partir de reuniões feitas com pessoas com deficiência auditiva; os próprios surdos criaram os sinais para os termos. Para Terezinha Rocha, essa foi a maior dificuldade do trabalho: transpor os conceitos “abstratos” da Filosofia para os símbolos “concretos” da LIBRAS. “Às vezes, nós ficávamos o dia todo discutindo uma palavra. Eu passava o significado para os alunos, eles não o compreendiam; às vezes pediam um exemplo, “como eu utilizaria isso na aula de Filosofia?”, eu dava o exemplo – mas é uma coisa tão conceitual que se torna difícil. Tanto que alguns conceitos tiveram que ficar de fora desta edição”, reitera a autora do dicionário. Apesar da dificuldade, Terezinha afirma que não vai parar com o trabalho. “Ele vai possibilitar que pessoas com deficiência auditiva possam aprender Filosofia na sua própria língua, sem soletrar as palavras com as mãos. Eles têm recebido a novidade com alegria”.
A criadora do Dicionário para Surdos vê no
Prêmio Jovem Cientista a possibilidade da continuação da pesquisa – incluindo alguns termos que não puderam, nesse exemplar, ser incluídos – e da distribuição gratuita do seu material. “O ganho desse prêmio trouxe-nos uma ótima oportunidade de visibilidade, de conseguir recursos, patrocínios, para distribuir esse material gratuitamente – visto que, se nós cobrássemos, estaríamos excluindo quem não pode pagar”, ressalta.por Bruno Vieira
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Realejo recebe Prêmio Jovem Cientista
O Prêmio Jovem Cientista tem cinco categorias: Graduado , para pesquisadores que tenham menos de 40 anos, com premiação de R$ 20 mil para o primeiro colocado (o segundo leva R$ 15 mil e o terceiro R$ 10 mil); Estudante do Ensino Superior, para alunos de escolas técnicas ou de cursos superiores que tenham menos de 30 anos de idade, com o vencedor conquistando R$ 10 mil (R$ 8.500 mil para o segundo e R$ 7 mil para o terceiro); Estudante do Ensino Médio, para alunos até 25 anos, que recebem computadores e impressoras. Já a categoria Mérito Institucional oferece R$ 30 mil e é um incentivo à pesquisa das duas instituições – uma de nível médio e uma de ensino superior - que inscreverem o maior número de pesquisas com mérito científico. Os professores ou pesquisadores que orientaram cada jovem cientista premiado recebem também um computador.
A cerimônia de entrega do prêmio ocorrerá no Palácio do Planalto, no dia 27 de novembro, com a participação dos 1º, 2º e 3º lugares de todas as categorias. Os trabalhos vencedores desta edição serão publicados em livro, para divulgação em centros de pesquisa, universidades e instituições públicas e privadas de todo o país.
Confira todos os trabalhos vencedores do XXII Prêmio Jovem Cientista.
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
História de uma Rua 24 horas
O ritmo 24 horas da vida contemporânea é mais um atributo que a globalização tem nos colocado como desafio para o futuro. Em Belo Horizonte, o crescimento do número de estabelecimentos que oferecem este serviço é considerável, mas ainda não se mostra representativo como em São Paulo e outras capitais.
Curitiba abriga desde 1991 a primeira rua comercial coberta do Brasil, a Rua do Comércio 24 horas, que fica no centro da cidade. Na época de sua inauguração funcionavam 42 lojas com opções de lazer, varejo e serviços que tornaram a Rua ponto de encontro de turistas e curitibanos. Seus 116 metros de extensão abrigavam revistarias, lojas de roupa e artesanato, lanchonetes, bares, restaurantes, acesso à Internet, farmácia, floricultura e banco 24 horas.
Em 2007 a situação da Rua do Comércio já era bem diferente. Com o passar do tempo, alguns comerciantes desistiram de abrir 24 horas, a cidade ganhou outros pontos de encontro, shoppings foram construídos na região e a insegurança durante a madrugada se tornou um empecilho. Até que em setembro do ano passado apenas sete lojistas continuavam no local e o horário de funcionamento não passava das 23 horas.
Este ano a Rua 24 horas tem uma nova chance. Após seu fechamento no final do ano passado o local aguarda as obras que vão recuperar um dos cartões postais mais famosos da cidade. A Prefeitura de Curitiba, por meio da Urbanização de Curitiba (Urbs) abriu processo de licitação para reforma e exploração do espaço, que terá seu conceito comercial modificado.
Em vez de concentrar várias lojas de ramos similares, a Rua do Comércio 24 horas permitirá a instalação de estabelecimentos comerciais de seis segmentos: restaurante, café, revistaria, minimercado, farmácia e loja de presente e artesanato. O objetivo é transformá-la em um espaço com atrações comerciais de boa qualidade, 24 horas por dia. Além disso, pretende-se criar uma praça de alimentação diferenciada e comércios maiores. A expectativa é que a revitalização do local chame atenção novamente para o comércio tradicional de rua e devolva a rua que nunca dorme o charme e o movimento de seus anos de glória.
Por Flora Viana
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Realejo 3 em fase de produção
A terceira edição de Realejo já está em fase de produção. O lançamento está previsto para dezembro, mas você não precisa esperar até lá para conhecer os temas que vão fazer parte de nossa próxima edição. Toda semana, você confere algumas prévias das reportagens aqui, no blog de Realejo. Em cada post um assunto diferente, sempre relacionado às matérias presentes na revista.
A próxima edição de Realejo vai trazer um retrato do futebol feminino no Brasil e mostrar como a tecnologia pode ser utilizada para melhorar o desempenho esportivo. Na política, você vai conhecer o que há por trás da construção do Circuito Cultural Praça da Liberdade, uma obra do governo de Minas Gerais que vem causando polêmica. Vai conferir também como funciona o sistema de comércio 24 horas, um setor significativo na economia nacional.
No campo da saúde, você vai saber um pouco mais sobre atenção farmacêutica, musicoterapia e hiperatividade e na área da educação vai conhecer as vantagens e os desafios da educação inclusiva em Belo Horizonte. Realejo 3 traz ainda entrevista, crônica, artigos e uma reportagem especial sobre as categorias de base no futebol nacional.
Para começar a série de “aperitivos”, na próxima quarta-feira você vai conhecer a Rua do Comércio 24 horas. Não perca!
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Realejo é apresentada no Fórum Pró-Trabalho da Pessoa com Deficiência
Nesta segunda-feira, dia 13 de outubro, a Revista Realejo marcou presença no Fórum Pró-Trabalho, onde foi apresentada e distribuída aos participantes. Mais uma vez a revista foi um sucesso de crítica e todas as pessoas aprovaram o projeto, inclusive abrindo discussões para futuras parcerias.
O Fórum Pró-Trabalho foi criado por uma plenária de instituições governamentais e não governamentais e luta pela implantação de estratégias de inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho, em parceria com entidades e órgãos que possuem interesse no tema.
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Acessibilidade digital
Secretaria de Estado da Pessoa com Deficiência lança site com acessibilidade total
Da redação do Portal Sentidos
"Qualidade total é indiscutível. E é de serviços de qualidade que as pessoas com deficiência precisam", afirma a secretária dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Linamara Basttistella, ao lançar na última quinta-feira (25/09) o portal www.pessoacomdeficiencia.sp.gov.br da Secretaria de Estado [de São Paulo] totalmente acessível.
Para garantiro acesso porpessoas com limitação física ou sensorial, o site disponibiliza recursos como o aumento de fonte para usuário com baixa visão, contraste para auxiliar a navegação da pessoa daltônica, compatibilidade com diferentes leitores de tela, vídeos legendados para quem é surdo, entre outras ferramentas.
Temas relacionados à saúde, educação, esporte lazer, trabalho, legislação e outros assuntos que envolvem pessoas com deficiência podem ser encontrados no site através do link Centro de Informações Rui Bianchi. O nome é uma homenagem a um grande militante na área da pessoa com deficiência.
O site, que também divulgará as ações da secretaria, tem certificação nacional e internacional de instituições como a W3C-WAI-AAA, que desenvolve padrões para a criação e a interpretação dos conteúdos para web. De acordo com a secretária o portal obteve nota 10 do programa Examinator - um dos softwares de leitura de tela mais exigentes do mercado.
O objetivo do portal, que segundo a secretária é uma referência em acessibilidade em serviço digital oferecido por uma instituição governamental, é contribuir com o exercício da cidadania de todos. "A tecnologia é uma ferramenta de trabalho, uma ajuda técnica que lhe garante atividade e participação com acesso permanente e imediato. Uma pessoa com deficiência usa a tecnologia para desenvolver suas atividades, com independência. Daí a importância da acessibilidade digital."
O site da secretaria também será o gerenciador do Observatório de Direitos, criado em parceria com instituições do setor. Através dele cada município poderá registrar tanto as suas experiências com a inclusão social como também a falta de mecanismos que impede que ela aconteça de fato.