O trabalho Realejo: a experiência de produzir uma revista para pessoas com deficiência visual ficou com o terceiro lugar da categoria Graduado no XXIII Prêmio Jovem Cientista. A pesquisa concorreu com outros 484 trabalhos de todo o país. Ao todo, foram 1748 inscrições em todas as categorias. O Prêmio tem como objetivos estimular a pesquisa, revelar talentos e investir em estudantes e profissionais que procuram alternativas para os problemas brasileiros e nesta edição teve como tema Educação para reduzir as desigualdades sociais.
O trabalho foi desenvolvido em 2006 como projeto de conclusão do curso de Comunicação Social / jornalismo da UFMG pelas estudantes Eliziane Lara, Fernanda Santos, Flávia Reis e Luisa Naves, sob orientação do professor Elton Antunes. Como fruto da pesquisa, foi elaborada a revista Realejo, que se propõe como uma alternativa de fonte de informação para as pessoas com deficiência visual.
Em 2007, a pesquisa foi premiada como o melhor trabalho jornalístico na modalidade Revista Digital na Exposição da Pesquisa Experimental em Comunicação (Expocom Nacional). Este ano, o projeto Além do olhar: o diagnóstico de um público formado por pessoas com deficiência visual, diante da informação jornalística, também relacionado à Realejo, foi o ganhador do prêmio na categoria Relações Públicas, modalidade Processo - Pesquisa.
O Jovem Cientista
O Prêmio Jovem Cientista é uma parceria entre o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o Grupo Gerdau e a Fundação Roberto Marinho. Desde 1981, quando foi criado, vem premiando trabalhos inovadores nas mais diversas áreas do conhecimento, com a participação efetiva de estudantes e pesquisadores de todas as regiões brasileiras. É considerado pela comunidade científica uma das mais importantes premiações do gênero na América Latina.O Prêmio Jovem Cientista tem cinco categorias: Graduado , para pesquisadores que tenham menos de 40 anos, com premiação de R$ 20 mil para o primeiro colocado (o segundo leva R$ 15 mil e o terceiro R$ 10 mil); Estudante do Ensino Superior, para alunos de escolas técnicas ou de cursos superiores que tenham menos de 30 anos de idade, com o vencedor conquistando R$ 10 mil (R$ 8.500 mil para o segundo e R$ 7 mil para o terceiro); Estudante do Ensino Médio, para alunos até 25 anos, que recebem computadores e impressoras. Já a categoria Mérito Institucional oferece R$ 30 mil e é um incentivo à pesquisa das duas instituições – uma de nível médio e uma de ensino superior - que inscreverem o maior número de pesquisas com mérito científico. Os professores ou pesquisadores que orientaram cada jovem cientista premiado recebem também um computador.
A cerimônia de entrega do prêmio ocorrerá no Palácio do Planalto, no dia 27 de novembro, com a participação dos 1º, 2º e 3º lugares de todas as categorias. Os trabalhos vencedores desta edição serão publicados em livro, para divulgação em centros de pesquisa, universidades e instituições públicas e privadas de todo o país.
Confira todos os trabalhos vencedores do XXII Prêmio Jovem Cientista.
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