Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa hoje (27), às 16h, no Palácio do Planalto, da cerimônia de premiação dos vencedores do 23º Prêmio Jovem Cientista. O tema este ano foi Educação para Reduzir as Desigualdades Sociais.
Nesta edição do prêmio, foram inscritos 1.748 trabalhos de todo o país, sendo 485 na categoria Graduado; 293 na categoria Estudante do Ensino Superior e 970 na categoria Estudante do Ensino Médio. Os vencedores receberão prêmios que vão de R$ 7 mil a R$ 30 mil, além de bolsas de estudos e computadores. Os melhores trabalhos do 23º Prêmio Jovem Cientista serão publicados em livro, para a divulgação em centros de pesquisa, universidades e instituições públicas e privadas.
Dentre os premiados, como este blog já relatou, está a Revista Realejo, em terceiro lugar na Categoria Graduado com o trabalho Realejo: a experiência de produzir uma revista para pessoas com deficiência visual ficou com o terceiro lugar da categoria Graduado no XXIII Prêmio Jovem Cientista. A pesquisa concorreu com outros 484 trabalhos de todo o país. Ao todo, foram 1748 inscrições em todas as categorias. O Prêmio tem como objetivos estimular a pesquisa, revelar talentos e investir em estudantes e profissionais que procuram alternativas para os problemas brasileiros e nesta edição teve como tema Educação para reduzir as desigualdades sociais.
Promovido pelo CNPq, Gerdau e Fundação Roberto Marinho, o Prêmio Jovem Cientista foi criado em 1981 com o objetivo de incentivar a pesquisa no país.
Com informações da Agência Brasil.
UPDATE em 28 de novembro de 2008.
Jornal Nacional - 27/11/2008
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Lula entrega Prêmio Jovem Cientista
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Preservação em cheque
O conjunto da Praça da Liberdade, construído até a metade do século 20, foi tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha - MG), pelo Decreto 18.531, de 2/6/1977. Isso quer dizer que deve ser preservada "toda a Praça da Liberdade, incluindo o interior dos prédios, suas obras de arte e sua volumetria", explica o presidente do Sindicato dos Arquitetos de Belo Horizonte, Eduardo Fajardo. Crítico ferrenho do Circuito Cultural da Praça da Liberdade, um dos alvos do arquiteto são as obras da antiga Secretaria de Fazenda.
O projeto inicial previa que o prédio abrigaria a sede da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, patrocinada pela Companhia Vale do Rio Doce. Para acomodar a estrutura necessária, o plano arquitetônico previa a derrubada de algumas paredes internas. Entendendo que este ato feria a lei do tombamento, o Ministério Público Estadual (MPE) ajuizou uma ação de embargo contra as intervenções. A ação ainda aguarda a decisão do Supremo Tribunal Federal, mas as outras instâncias deram parecer favorável ao MPE. Prevendo a derrota, a Vale do Rio Doce abandonou o projeto para a sede da Orquestra, que foi substituído pelo Memorial das Minas Gerais. Para Eduardo Fajardo, as intervenções indevidas apenas migraram do interior para o exterior: "A mudança foi um grande avanço, mas o projeto ainda tem muitos problemas. No prédio da Secretaria de Educação, por exemplo, vai ser criado um terceiro andar, que aparece notoriamente na fachada, inclusive é um volume vermelho, que a gente chama de Baleia Vermelha. O projeto prevê também a criação de um elevador panorâmico externo ao prédio, ou seja, é flagrantemente contra a lei do tombamento".
De acordo com a arquiteta responsável pelo Circuito, Jô Vasconcelos, as irregularidades ficaram para trás: "O Governo substituiu a obra de maior impacto, que seria a Sede da Orquestra, por uma de menor impacto. As intervenções para o Memorial são apenas de restauro". Para finalizar, Jô Vasconcelos afirma que todas as reformas previstas estão de acordo com as leis de tombamento. "Todos esses projetos estão passando por aprovação nos órgãos competentes de patrimônio como o IEPHA".
Outra ação de embargo tramita hoje na justiça contra as obras da Secretaria de Educação. Seguindo os passos do processo movido contra as intervenções na Secretaria da Fazenda, o juiz da primeira instância já deu parecer a favor do Ministério Público e entendeu que o Estado está errado.
Por Laryssa Mariano
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Musicoterapia é novidade no vestibular da UFMG
Em 2009 a Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) oferece uma nova opção de habilitação, trata-se da graduação em Musicoterapia. O projeto para implantação desse novo curso possui uma história longa, no ano 1978 a recém criada Associação de Musicoterapeutas de Minas Gerais enviou para a UFMG um documento com uma proposta de implantação do curso. Esse projeto passou por muitas mudanças durante os anos e agora com adequação às exigências do Reuni tornou-se possível a inclusão dessa graduação na universidade.
Para a musicoterapeuta Cybelle Loureiro, que teve sua formação na Universidade de Iowa nos Estados Unidos, “a implementação desse curso é uma grande conquista dado que somente de dez anos pra cá realmente houve uma abertura para um maior diálogo entre a universidade e os interessados em desenvolverem essa formação”.
Segundo a musicoterapeuta Maria Eugênia Albinati, co-fundadora da associação, a formação desse profissional é interdisciplinar, mas sua base está no conhecimento musical. Por isso o curso terá a Escola de Música como sede, mas o currículo conta com aulas em diferentes unidades como a Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, a Escola de Medicina e também o Instituto de Ciências Biológicas da UFMG.
O tratamento proposto pela Musicoterapia se baseia na exploração de elementos musicais em exercícios dados aos pacientes. Assim busca-se entender o conhecimento musical que o paciente possui para que ele possa exercitar tanto suas funções motoras quanto psicológicas. Ela trabalha tanto o lado afetivo e emocional do paciente como também com sua coordenação motora.
O Centro de Extensão da Escola de Música da UFMG oferece um curso de musicoterapia para estudantes das áreas da educação, da saúde e da música. Mais informações pelo www.musica.ufmg.br/cursos.html ou pelos telefones 3409-6504 e 3409-6503.
Por Rafael Azevedo
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
No limite do corpo humano
A busca pelo centésimo de segundo de diferença no esporte profissional vem sendo marcada há tempos pela tecnologia para melhorar o desempenho. Grande exemplo foram as Olimpíadas de Pequim, com 25 recordes mundiais quebrados na natação. O novo maiô LZR Racer, que promete melhoria de até 2% na performance do nadador, foi usado em 23 das 25 novas marcas. Mais tempos só foram batidos, na história das Olimpíadas, em Munique, em 1972, e Montreal, em 1976, quando atletas alemães competiram sob suspeita de doping.
Em 1904, o americano Thomas Hicks venceu a Maratona Olímpica. Mas ele usara uma substância chamada estricnina e conhaque, para melhorar a resistência. Em 1960, depois de um ciclista morrer durante uma competição, o Comitê Olímpico Internacional passou a obrigar os atletas a fazer exames anti-doping. Na busca por rendimento, os competidores colocam suas vidas em risco, como observa o médico do esporte Ricardo Stein, especialista em cardiologia do exercício.
Um exemplo é a eritropoietina, um hormônio sintético que aumenta o número de glóbulos vermelhos no sangue e melhora a oxigenação, responsável pelas mortes de 35 ciclistas profissionais. A substância aumenta o risco de infarto.
Alto rendimento é sinônimo de saúde?
Além do doping, as próprias exigências de alto rendimento entre atletas profissionais vêm sendo outra causa de problemas de saúde em esportistas. Segundo Ricardo Stein, um outro estudo sobre ciclistas profissionais divulgado em 2003, na Bélgica, mostrou que um percentual muito alto deles apresentava problemas cardíacos. Nove dos 48 atletas pesquisados já morreram. “Existe uma doença chamada displasia ritmogênica do ventrículo direito. Ela tem sido muito estudada, e é responsável por morte súbita em atletas de alta performance. Supõe-se que essa doença pode ser desencadeada pelo treinamento excesivo”, aponta o médico. O cardiologista também afirma que é comum atletas de alto rendimento viverem menos do que outras pessoas.
O polêmico maiô LZR Racer
Por Fábio Freitas