É difícil nomear uma época específica em que a música passa a ser usada como uma ferramenta que promove o bem estar do ser humano. Ela tem presença nas práticas dos homens desde a pré-história. Está presente em comemorações festivas de antigos povos como os mesopotâmios, também em cultos católicos na Idade Média ou mesmo em rituais antropofágicos dos índios brasileiros, sobretudo antes da descoberta. Não há como negar que a música tem um papel social importante em toda a história da humanidade. A musicoterapia parece "entender" isso muito bem na medida em que se apóia no fato de que a música pode gerar no ser humano, não apenas um efeito de apreciação estética, como também efeitos sobre a mente, o corpo e a psique dos indivíduos. Esses efeitos passam a ser investigados com maior dedicação a partir de meados do século XX quando surgem os primeiros estudos que buscam esclarecer de que formas a música age no homem. As duas grandes guerras do século passado foram "ativadoras" desse interesse, pois a música passou a ser utilizada em tratamentos médicos para recuperação dos atingidos pelas guerras na Inglaterra e nos EUA. Na América Latina e no Brasil é a partir do final da década de 70 que surgem as primeiras associações que vão difundir a musicoterapia na busca da construção do seu campo profissional por meio da organização de atividades como, encontros e simpósios para a divulgação de estudos. A própria Associação dos Musicoterapeutas do Estado de Minas Gerais, criada em 1978, tem um forte papel na consolidação da área, exemplo disso é o seu papel na defesa da aprovação da graduação que foi ofertada no último vestibular da Universidade Federal Minas Gerais. Rafael Azevedo
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
O homem e a música, a musicoterapia e a saúde
Assinar:
Postar comentários (Atom)
0 comentários:
Postar um comentário